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Textículo 55 - Transfuga de Classe, Mudança e Caminhos

Firmo meu chão com raízes de mudança.
E construo minha casa com paredes de esperança

Estas decoro com mosaicos de afeto.
Tecendo arabescos da base ao teto.

Ilumino minha vida com vitrais de memória.
Assento no chão com pedaços de estórias.

Busco ao estar na presença da falta, que abra-me espaços pra reflorescer.
Busco as estrelas como guias no horizonte pras essas águas que fluem tão longe da fonte.

Vivo a transfuga de classe, social, cultural, sensorial, memorial.

Como disse Leandro Roque, o Poeta Orixá,
Onde estiver meu sapato eu chamo de lar.

E não sendo dono da terra, sendo a terra, como explica Casé Tupinambá

Assim como no ditado Yorubá,

"Aquele que experimenta mudar-se pra outra vila, vê o caminho como lar"

O ditado que simboliza a ideia de que a pessoa que muda, torna sua existência o entremeio de sua origem e seu habitat.

Tornar-se então a ponte entre mundos e em Ubuntu, inexiste sozinho.
Seu lar, seu cerne, sua face e identidade tornam-se em si o próprio caminho.

Em outras palavras, "A rua é nois".

Bora viver.