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Pequenos Poemas - Mudança

Aquela casa em que eu chegava, que era quente, e tinha gente, 
Pronta pra cuidar de mim.
Gente pra ouvir meu dia, pra se alegrar em euforia, a presença que eu tinha aqui.
Hoje minha casa é fria, vazia, sem vida.
Sem plateia pro meu florescer.
Era muito bom ser parte, ser momento de alento sempre que eu podia ter.
A massagem apertada no ombro, o carinho de um café.
Momentos de risadas continuas, as palestras dadas em pé.
A conversa de travesseiro sempre foram meu desejo primeiro.
Hoje não tenho pra mim.
Durmo sozinho no frio do inverno sulista, no dia sem alento no fim.
Tenho o coração apertado e tenho trabalho dobrado, pra ir e vir nessa vida.
Conviver sozinho é barra, ter que existir na marra nessa existência sofrida.
Cansado de estar só comigo, sem ter comigo um amigo que queira compartilhar.
Pois o peso sozinho é dobrado, devia ser partilhado, pra se poder conversar.
Me encontro agora no meio, da mudança sem marca-tempo, tentando me fazer sorrir.
É um estado ingrato
de peso e pouco
trato mesmo eu querendo partir.
Porque no fundo estou indo embora,
de uma vida e de tantas memórias,
que me fizeram muito feliz.
É dificil segurar a barra de viver sua liberdade, caminhar pr’onde aponta o nariz.
Sinto falta da vida, da parceria e do afeto, sinto falta das cachorras e dos abraços de peito aberto.
Sinto falta do colo, do bolo, e do amasso, que faziam meu dia melhor
Mas hoje vou-me embora, atravesso a rua na aurora esperar aqui é pior.

27/06/2025

 
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